Dia de esperança: celebrações de Finados relembram que somos amados por Deus

“Ninguém te ama como eu. […] Olhe pra cruz: esta é a minha grande prova.” O refrão que embalou a missa das 16h30 do último dia de finados, 2 de novembro, é a melhor forma de sintetizar a mensagem que essa festa nos passa: Cristo nos ama, por isso deu sua vida na cruz para nos redimir e permitir que ressuscitemos com Ele.

Ao entrar no salão, percebi que todos estavam sentados calmamente, como se as almas ali presentes estivessem tomadas por um misto de saudade e esperança. Ao lado do altar, um recipiente cercado de flores recebia, de pouco em pouco, envelopes com intenções em favor daqueles que já se foram. Calmamente, os fiéis se aproximavam do vaso e depositavam as cartas com piedade, como se esse gesto fosse uma forma de conectar-se com aqueles que já se foram.

No dia dedicado à memórias, a celebração falou sobre um único tema: nosso futuro. O canto inicial expressou o sentimento dos mais de 600 fiéis que lotaram o salão paroquial naquela tarde: “Porque Ele vive eu posso crer no amanhã”. As leituras, o salmo e as preces relembraram que Cristo é a redenção de todos os que Nele creem e que, por sermos chamados filhos de Deus, teremos a graça de entrarmos em sua glória quando findarmos nossos dias neste mundo.

Caminhando suavemente pelo salão, Frei Konrad fez uma homilia pontual e que soou como um afago, como se o frade estivesse em uma conversa paterna com cada um. Com frases como “Não caminhamos para morte, mas para a vida eterna” e “para entrarmos no Reino do Céus basta crermos em Jesus”, Konrad buscou resgatar a todos a ideia de que um dia entraremos na glória e reencontrarmos todos aqueles que nos antecederam na casa do Pai.

Ao final da missa, o coral entoou o canto “Com minha mãe estarei”, que foi acompanhado por centenas de vozes que voltavam para a missão do dia a dia. Este mesmo clima também envolveu as celebrações das 9h, 18h e das 19h30, que, ao total, receberam cerca de 2.500 fiéis. Todos que por ali passaram, saíram revigorados e levaram a mesma mensagem de confiança na ressurreição aos seus lares, ambientes de trabalho e de lazer. Dessa forma, a plenos pulmões e transbordando esperança:a comunidade da Paróquia Santa Inês entoou: A vida não acaba na morte!

Por Luiz Turati

Fotos: Luiz Turati