Cristo se manifesta: celebrações da Epifania do Senhor convidam os fiéis a ofertarem suas vidas a Jesus

_ As sete celebrações reuniram, juntas, cerca de oito mil fiéis de diferentes localidades e culturas_

“Cristo nasceu para todos nós”. O tradicional canto do tempo do natal, entoado em diversas celebrações ao redor do mundo, traduz, em poucas palavras, toda a simbologia e riqueza da festa da Epifania do Senhor: Jesus Cristo, o filho de Deus, nasce para salvar toda a humanidade. Da mesma forma, fiéis de todas as idades, etnias e culturas e vindos de diversos locais do Brasil e do mundo se reuniriam na Igreja Santa Inês durante o último final de semana, 4 e 5 de janeiro, para celebrarem tão grande mistério de amor.

A Festa de Epifania do Senhor, popularmente conhecida como “Dia de Reis”, celebra a manifestação de Jesus como o Messias, Filho de Deus. A liturgia faz alusão a três personagens que, guiados pela estrela, visitam o Menino Deus e prestam a Ele a sua adoração. De acordo com a devoção popular, são eles: Baltazar – cujo nome quer dizer Deus Manifesta o Rei – Melchior – cujo nome significa “meu Rei é luz” – e Gaspar – cujo nome simboliza “aquele que vai confirmar”.

Durante a homilia da missa das 18h do domingo, Frei Daniel Dellandrea (ofm) explicou a comunidade a simbologia dos presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. Ouro: o menino pobre de Belém é, verdadeiramente, rei; Incenso: remonta a divindade de Jesus, que é o Deus Vivo; E mirra: lembra que aquele menino é o Cristo prometido, que deve salvar todos os povos através de sua própria oferta.

Durante a preparação para o Rito Eucarístico, mais um momento simbólico. Junto com o pão e o vinho, os fiéis foram convidados a ofertarem ao altar do Senhor suas vidas, projetos e sonhos. O Celebrante ressaltou ainda que aquela Eucaristia deveria ser um momento de adoração a Jesus, assim como Baltazar, Melchior e Gaspar fizeram da noite do nascimento do Salvador um momento de profunda intimidade com Deus.

Ao final da comunhão, os mais de 1500 fiéis se fizeram uma só voz e entoaram o refrão que sintetiza todo o tempo do Natal: “Quão grande é és Tu”. Sim, Deus é grande, mas por amor se faz pequeno, criança, pão. Antes da benção final, Frei Daniel convidou a todos para que levem a alegria do encontro com o Cristo Vivo para suas missões do dia a dia, tal qual fizeram os Reis Magos após a adoração ao Menino Deus.

Por PASCOM Santa Inês